Aulas de empreendedorismo da educação básica ao ensino médio

Plataformas de educação à distância (EAD) levam a cultura empreendedora, inovação, marketing e finanças para a vida de alunos.

O empreendedorismo é um tema quente no Brasil: cerca de 80% dos brasileiros revelaram a vontade de empreender e ter um negócio próprio no período dos próximos cinco anos, de acordo com o estudo Amway Global Entrepreneurship Report (Relatório Global de Empreendedorismo da Amway), realizado em parceria com a Fundação Getúlio Vargas.

Pensando nisso, Alexandre Henrique decidiu abrir a plataforma Eu Empreendo, de educação a distância (EAD), que ajuda a levar empreendedorismo, inovação, marketing e finanças para alunos de escolas de ensino médio em todo o Brasil. Por meio da educação à distância (EAD) em ambiente virtual, a transmissão e difusão desses conhecimentos se torna mais fácil e barata, e acaba transformando a vida de inúmeros alunos.

Apesar de um negócio próprio ser um desejo de muitos brasileiros, são necessárias uma série de habilidades profissionais e habilidades pessoais para conseguir o sucesso: cerca de 1/4 das empresas não sobrevive aos 2 primeiros anos de mercado, muito por falta de preparação correta dos empreendedores, especialmente em pequenas e médias empresas, e por falta de uma cultura empreendedora que valorize o plano de negócios e a mão na massa.

Alexandre Henrique conta que a ideia de uma plataforma que levasse esse tipo de conhecimento aos alunos tanto de ensino médio quanto da educação básica veio durante uma temporada na Índia: “Percebi que lá as crianças começavam a aprender linguagem de programação com sete anos de idade”. Ele relaciona este fato à quase onipresença de indianos nas maiores organizações de tecnologia em todo o mundo, mostrando como uma educação forte neste aspecto pode estimular o desenvolvimento das crianças. Baseado neste exemplo, Alexandre criou também o programa Empreendendo.

O Empreendendo começou em 2012, em escolas públicas da cidade de Bandeirantes – Paraná. Focado na educação básica, Alexandre conta que “As escolas começaram a nos procurar, então transformamos todo esse conteúdo em um ambiente de EAD (educação a distância)”.

Os alunos podem aprender sobre empreendedorismo, plano de negócios, marketing, recursos humanos e finanças na plataforma, além de desenvolver competências voltadas para inovação, protagonismo e proatividade.

“Não são apenas habilidades para construir um negócio tradicional. Mesmo se eles forem médicos, advogados ou engenheiros, podem usar isso para serem profissionais inovadores que buscam soluções para resolver problemas da comunidade”, destaca Alexandre.

No momento, a plataforma faz parte de 12 escolas – inclusive alguns colégios SESI: “Já temos bons resultados. Os alunos têm conseguido aplicar os conteúdos e desenvolver soluções. Tem um aluno que começou a fazer móveis de pallet e já tem dois funcionários. Além de gerar renda, ele está transformando algo que iria para o lixo”, aponta Alexandre.

A plataforma reúne diversas diferentes maneiras de aprendizado, entre elas aulas com youtubers, animações e encenações de telejornais. “Acreditamos que é muito melhor desenvolver algumas competências por meio de uma simulação do que uma narrativa. A narrativa vai até certo ponto, mas chega um momento em que o aluno precisa colocar a mão na massa”, diz.

 

Fonte: Porvir

 

→ Os temas publicados neste blog são de curadoria do presidente e CEO da GranBio, Bernardo Gradin.

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